Dicas de aplicativos para iPad

Talking Gina

Quero destacar aqui alguns aplicativos (apps) que não são tão falados, mas que servem, e muito, para um trabalho pedagógico com crianças. 
Hoje decidi escrever especialmente sobre o Talking Gina. Um app free na Apple Store. Trata-se de um aplicativo de uma girafinha extremamente simpática, a Gina. Ela repete tudo o que você fala, com possibilidade de gravar e de postar diretamente no YouTube. É preciso cuidar dela alimentando-a e fazendo carinho!! 😉


Talking Gina

Entre as diferentes interações que se pode ter com a Gina, destaco o jogo de mãos (aqueles que jogávamos quando éramos crianças). No jogo, você deve acertar as mãozinhas (e depois os pezinhos) da girafa de forma correta, trabalhando ritmo de uma forma super interessante e dinâmica. Imagino uma atividade de sala de aula: primeiro jogar o jogo das mãos com a Gina (girafinha) e depois reproduzir os movimentos com os colegas de sala, trabalhando a interação com a tecnologia e depois com os colegas, sendo uma atividade rica e bastante interessante para as crianças.

DOSES HOMEOPÁTICAS DE SABEDORIA – PARTE 7

Sigo comentando um pouco o que está no item 5. Há conteúdos disciplinares que serão necessários para a participação no campo do trabalho. Poderão ser cursos técnicos para os que já cursaram o ensino médio ou para os que o estão cursando. Podem ser cursos específicos para uma profissão determinada ou cursos mais amplos, que abranjam uma introdução geral a uma área de trabalho, para pessoas que, depois, buscarão um trabalho específico em empresa e aí se especializarão. Poderão, também, para estas pessoas, haver cursos rápidos, para uma preparação imediata a um trabalho de menor exigência. Senai, Senac, Senar… já fazem isto, mas a oferta ainda é pequena e a agilidade para adequação rápida ao mercado ainda não existe. É bom acentuar duas coisas a respeito: não se pode fazer diferença, para entrada no ensino superior, entre estes alunos e os que seguirem um ensino médio comum (tratarei disto ao falar no vestibular); tudo isto só faz sentido para um país em desenvolvimento no qual o ideal de todos cursarem, pelo menos, o ensino básico e os que quiserem ingressar no ensino superior terem a possibilidade, não pode, ainda, ser realizado.

Texto de Danilo Gandin

Doses homeopáticas de sabedoria – parte 6

6. Repito: as disciplinas são importantes para especializar; os cursos superiores não podem trabalhar transdisciplinarmente porque as disciplinas são imprescindíveis para o aprofundamento necessário. Sobretudo a partir do século dezoito as disciplinas passam a ter importância cada vez maior porque cada ser humano não podia mais dominar o conhecimento que se avolumava rapidamente. O modelo de escola atual, esquematizado naquele século, nasce disciplinar porque – parecia – o conhecimento repartido em fatias poderia ser dominado por todos. O desenvolvimento infindável do conhecimento e as condições humanas após as duas grandes guerras inviabilizaram este modelo: as cabeças mais ilustradas, desde o último quartel do século passado, insistem no holismo, na necessidade de não limitar o ensino a algumas disciplinas e de alargar os horizontes do saber. Até a UNESCO sintetiza uma proposta pedagógica, possível entre outras possíveis: “aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver”. A escola, quando nela trabalham pessoas sensatas, debate-se entre realizar algo deste tipo e passar poucas disciplinas obrigatórias (que, nos discursos, fora do que escrevem, as autoridades educacionais chamam de sugestões).

Texto de Danilo Gandin